De álbuns a poesias, nº 10. MGMT, Álbum: Oracular Spetacular


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Álbum: Oracular Spetacular

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Crianças de Olhos Negros

Eu me lancei à tempestade e deixei o vento me levar,
Levantei minhas mãos aos céus e um raio me atingiu.
A sensação elétrica que correu todo o meu corpo e movimentou o mar,
Que me batia com força e mais força, e meu corpo caiu.

Eu vi crianças correndo ao meu redor,
Luzes iluminando a grama esverdeada.
Seus olhos negros me fitavam, que acolhedor,
E corriam sorridentes atraindo uma geada.

Eu fiquei come medo, meus olhos estavam fechando,
O frio da neve me cobria como um cobertor da morte.
As crianças de olhos negros pararam de correr e continuaram andando,
Não era hora de fingir, sabia que não estava com sorte.

Eu fechei meus olhos e viajei no infinito,
Andei por todas as guerras e vi os soldados feridos.
O sol de fim de semana ardia a pele dos eruditos,
Que alimentavam a sede de conhecimento suprido.

De luas, pássaros e monstros, surgiu o ser humano,
Movido pelo ódio sem nexo pela natureza.
Abanando e abanando a fumaça das chamas com um pano,
Que queimava assim como o espírito da nobre princesa.

Transitei pela quarta dimensão, um mundo impossível,
Vi todos os lados do mundo, tudo ao mesmo tempo.
As crianças estavam lá, era tudo tão sensível,
Elas olhavam para mim como se me vissem por dentro.

Eu vi o meu pai nascer, ele chorava e chorava,
Em um mundo preto e branco ele vivia entristecido.
Uma gama de reflexões me entupiam o futuro,
E as crianças chegavam mais perto, eu estava desaparecendo.

Viajei mais uma vez, para dentro de mim mesmo,
Meu coração era um pedra, meu pulmão estava escurecido.
Minha mente estava desestruturada e a esmo,
Peça por peça, me encontrava num tabuleiro esquecido.

Viajei novamente, agora para uma sala vazia,
Havia uma garota parecida comigo, mas com olhos negros.
Ela estava triste, eu não sabia o que ela tinha,
Estendi minha mão, e ela me abraçou e em meus ombros chorou.

Viajei para um parque, era bem familiar,
Crianças de olhos negros correndo para lá e para cá.
A juventude se mostrava sem nem um adulto a vigiar,
Seus olhos estavam tristes, mas sorriam sem estar felizes.

Eu sempre fui o tipo que vivia em metanoias,
Pensava e mudava, mudava meu pensar.
Acordei daquela viajem em uma maca hospitalar,
Virei o rosto e vi a garotinha em pé na janela, olhou para mim
E se despediu, pronta para pular.

Comentários

  1. Seus posts estão poéticos (o trocadilho não foi intencional). Fiquei imaginando os cenários descritos no texto *-*

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    1. kljljkkljjkljkljkljkljk, para mim é uma honra ler um comentário assim! Muito obrigado <3

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