Pride To Be #7: Danielle Torres, Primeira Executiva Trans do Brasil | Marcha do orgulho Gay | O Primo Gay da Rainha



Danielle Torres fala sobre seu passado e sua vida como mulher trans

[Este artigo foi retirado do site EXAME]

 Danielle Torres, a primeira executiva assumidamente trans do país, fala com exclusividade sobre os desafios que enfrentou. Ela assistiu a própria vida como espectadora durante 17 anos. É assim que a hoje sócia-diretora da consultoria KPMG define o período em que lutou para se encaixar no gênero masculino, seu sexo biológico que designou, no momento de seu nascimento, que deveria gostar de carrinhos, cor azul e outros comportamentos aceitos pela sociedade. Danielle, entretanto, nunca se adequou aos padrões esperados de um menino. Colava adesivos nos cadernos, colecionava canetas coloridas, gostava de poesia e culinária. Durante muito tempo sofreu bullying na escola sem compreender o motivo. “Eu não entendia por que a forma como eu caminhava era errada, por que agradecer no feminino era proibido. Era tudo uma grande interrogação”, diz Danielle, que prefere não se associar mais ao nome de batismo. Na adolescência, as dúvidas se multiplicaram. Como sentia atração por mulheres, ela não conseguia compreender por que era alvo de piadas, ao mesmo tempo que não se sentia pertencer ao universo gay. De uma família de classe média de São Paulo, Danielle não tinha referências de qualquer pessoa transexual em seu círculo de amigos. Com vergonha e acreditando que havia algo errado consigo, aos 13 anos, ela decidiu que iria se adequar. Cortou o cabelo curtinho, abandonou os velhos gostos e resolveu que dali para a frente preencheria os requisitos sociais esperados de um homem. Terminou os estudos, formou-se em administração e começou a trilhar sua trajetória profissional. “Escolhi um curso generalista e acho que isso reflete quão insegura eu era sobre mim e sobre o que eu queria ser.” Depois de esconder as características femininas, o convívio social foi ficando mais fácil e as piadas foram diminuindo, embora continuassem presentes. Na própria KPMG, consultoria que opera em mais de 150 países, onde ingressou como trainee aos 21 anos, em 2005, Danielle foi alvo de brincadeiras — que davam a entender que ela deveria agir de forma mais masculina. Na época, ela usava uma barba comprida e tentava falar de futebol e cerveja, os clássicos comportamentos de macho, mas ainda assim carregava uma androginia difícil de disfarçar. “Mesmo que as pessoas me olhassem diferente, o fato de eu me relacionar com mulheres de certa forma validava meu comportamento. Até eu, de tão habilidosa que havia me tornado em fingir, passei a acreditar que não era nada de mais”, diz Danielle, hoje com 34 anos. Todos esses anos de repressão interna, no entanto, cobraram um preço alto. Em 2011, quando ganhou uma promoção e foi expatriada para os Estados Unidos, Danielle teve um primeiro ataque de pânico e foi parar no hospital. Medo intenso, tremores e a certeza de que iria morrer. O episódio seria o primeiro de uma série que a acompanharia por mais três anos. “Eu achava com absoluta certeza que era algo físico. Fui a diversos médicos, fiz muitos exames, mas todos diziam que estava tudo bem”, afirma. “Acreditei que podia se tratar de estresse, por estar em outro país, assumindo uma nova posição.”
 Com crises cada vez mais sérias, Danielle procurou ajuda de um profissional. E foi na terapia que ela percebeu que suas crises nada tinham a ver com a carreira. “Eu não sabia quem eu era”, diz. Com o processo de autoconhecimento, começou a aflorar quase que inconscientemente a verdadeira identidade de gênero de Danielle. Ela se permitiu pintar as unhas, usar maquiagem e roupas da seção feminina. Num primeiro momento, apenas nos fins de semana. “Ainda não queria assumir para mim mesma, então eu dizia que eu era um homem metrossexual, moderno, e essas coisas. Ia experimentando porque estava segura dentro da identidade masculina.” As mudanças ganharam força com o tempo. O cabelo cresceu, o “obrigado” voltou a ser “obrigada”, e a Danielle mulher deixou de se restringir a dois dias da semana. Pesquisando sobre questões de gênero, a executiva percebeu que aquele, enfim, era seu universo. Porém, com uma infinidade de possibilidades, ela precisou se encontrar, inclusive, no mundo transgênero. “Tudo fazia sentido: não binário, bigênero, andrógino. Quem eu seria?” Durante seis meses ela passou por esse processo sem comunicar à empresa. Contudo, depois de participar de um evento na KPMG sobre diversidade, sentiu-se encorajada a conversar com a liderança. Enviou um e-mail para Ramon Jubels, líder do Voices, grupo LGBT da consultoria e que havia ministrado a palestra, agradecendo o posicionamento da companhia. Em troca, recebeu um obrigado e um reforço no interesse em continuar a conversa. Embora com receio de jogar fora toda a sua carreira, Danielle decidiu marcar um almoço com o colega. “Fui conversar consciente de que aqueles poderiam ser meus últimos minutos dentro da vida corporativa, que eu talvez tivesse de perder meu status e tudo o que havia construído.” Para sua surpresa, porém, a reação foi totalmente oposta. Não somente Ramon como também toda a KPMG a acolheram e apoiaram seu processo de afirmação de gênero. Com a ajuda do consultor de diversidade Ricardo Sales e de uma equipe designada para garantir a nova identidade, Danielle conseguiu, no começo de 2017, modificar nomes de e-mails e sistemas internos — e se assumiu definitivamente mulher.

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100 mil pessoas participam de Marcha do Orgulho gay em Santiago


[Este artigo foi retirado do site Estadão]

 Manifestantes exigem reforma da lei de adoções e casamento igualitário. Cerca de cem mil pessoas participaram neste sábado, 23, em Santiago, capital do Chile, da Marcha do Orgulho para exigir que o Parlamento do país considere os casais do mesmo sexo na reforma da lei de adoções e que se avance na tramitação do casamento igualitário. A iniciativa também quer exigir a inclusão dos menores de 14 anos na Lei de Identidade de Gênero, além de que o Estado dê pleno cumprimento aos compromissos assumidos em relação à Comissão Interamericana de Direitos Humanos a respeito dos grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais (LGBTI). Antes do início da marcha, mais de 800 pessoas fizeram o teste de HIV rápido, coordenado pelo Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh) com o apoio técnico do Ministério da Saúde. Posteriormente, começou a concentração na Praça Itália, ponto de início das passeatas realizadas em Santiago. Famílias e pessoas de todas as orientações sexuais levaram cartazes, bandeiras e balões, ao exigir o fim de toda forma de discriminação contra pessoas LGBTI, assim como a igualdade plena para as famílias homoparentais. O evento começou com discursos da presidente da Câmara de Deputados, Maya Fernándes, e do senador Álvaro Elizalde, além de contar com a presença dos embaixadores de Estados Unidos, Carol Pérez; Holanda, Harman Idema; e Canadá, Patricia Peña. Na inauguração do desfile o dirigente de direitos humanos do Movilh, Rolando Jiménez, disse que esta marcha é muito especial, pois pela primeira vez é organizada de maneira conjunta com a Fundación Iguales.

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Primeiro casamento britânico da realeza será realizado pela rainha Elizabeth II para seu primo

[Este artigo foi retirado do site Terra]

 O primo gay da rainha será levado pela ex-esposa até o noivo no altar. A antiga esposa de lorde Ivar sempre soube que o marido também gostava de homens. Quando chegar setembro, quatro meses após o midiático casamento do príncipe Harry e da ex-atriz afroamericana Meghan Markle, a família real britânica vai comparecer a um novo casório não convencional. Lorde Ivar Mountbatten, 55 anos, primo da rainha Elizabeth, vai se unir ao companheiro James Coyle, de 56, com quem se relaciona desde 2015. Será o primeiro casamento gay oficial da dinastia Windsor. Mountbatten é um dos sobrenomes mais nobres da Inglaterra. Está associado a corajosos soldados que lutaram pelo país contra os mais variados inimigos, inclusive os nazistas na Segunda Guerra. A família de Lorde Ivar detém o título de Marquês de Milford Haven, passado de pai ao filho mais velho há algumas gerações. Ele é padrinho de batismo da filha do príncipe Edward, caçula da rainha Elizabeth. Ivar, que se assumiu homossexual há dois anos, recebeu o apoio da ex-mulher, Penny, com quem ficou casado de 1994 a 2011, e das filhas Ella, Alexandra e Luisa. A ex-esposa soube que o nobre também gostava de homens antes mesmo de se casar: Ivar abriu o jogo durante o noivado e ela aceitou sua condição sexual. Os dois são tão amigos que Penny levará o ex-marido até o altar para entregá-lo ao futuro marido, James. A cerimônia vai acontecer numa capela privada no condado de Devon, sul da Inglaterra. Cerca de 120 pessoas – a maioria com ‘sangue azul’ – foram convidadas. A rainha Elizabeth, de 92 anos, ainda não confirmou presença. Durante o verão no hemisfério norte, a monarca costuma se refugiar em algum castelo longe de Londres. Raramente quebra sua rotina de descanso para comparecer a compromissos não oficiais nessa época do ano. Fontes ouvidas pelos tabloides ingleses afirmam que a líder do clã Windsor aprova a união gay. Será mais um passo da realeza britânica rumo à modernidade após a entrada de Meghan Markle, plebeia de origem negra, à mais tradicional e famosa família real do planeta.

[Visite o site Terra para mais informações]

 Como puderam ver, grandes avanços estão sendo registrados. O clã está gradativamente chegando a um nível de imensa imersão na sociedade e nossos direitos estão sendo ouvidos e nossas vidas respeitadas. Mas, ainda falta muito para que nós - Gays, lésbicas, trans, bruxes, espíritxs, bissexuais, negros, deficientes, anarquistas, revolucionários e alternativos - consigamos atingir um estado de total paz entre todas as etnias e países do mundo. Mas, nós vamos continuar lutando e revolucionando até que todo o nosso clã seja reconhecido como seres vivos e com direito a viver no mesmo mundo que nossos "inimigos".

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