Arquivo Mitologia #6: Divindades do Mar, dos lagos e da água (Parte 3)

Cavalo D'água

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 Cavalo-d'água é um ente fantástico que vive supostamente no rio São Francisco, perseguindo embarcações. Também é conhecido pelo nome de cavalo-do-rio. E citado um no filme "Meu monstro de estimação" que mora no lago Ness, ou seja, o monstro do lago Ness. Acreditam que só possa viver um de cada vez.

Caboclo D'água

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 Caboclo d'Água é um ser mítico, defensor do Rio São Francisco, que assombra os pescadores e navegantes, chegando mesmo a virar e afundar embarcações. Para esconjurá-lo, os marujos do São Francisco fazem esculpir, à proa de seus barcos, figuras assustadoras chamadas carrancas. Outros lançam fumo nas águas para acalmá-lo. Também são cravadas facas no fundo de canoas, por haver a crença de que o aço afugenta manifestações de seres sobrenaturais. Os nativos o descrevem como sendo um ser troncudo e musculoso, de pele cor de bronze. Apesar de seu tipo físico, o Caboclo d'Água consegue se locomover rapidamente. Pode viver fora da água, mas nunca se afasta das margens do rio São Francisco. Quando não gosta de um pescador, ele afugenta os peixes para longe da rede, mas, se o pescador lhe faz um agrado, ele o ajuda para que a pesca seja farta. Há relatos de que ele também pode aparecer sob a forma de outros animais. Um pescador conta ter visto um animal morto boiando no rio; ao se aproximar com a canoa, notou que se tratava de um cavalo, mas, ao tentar se aproximar, para ver a marca e comunicar o fato ao dono, o animal rapidamente afundou. Em seguida, o barco começou a se mexer, ao virar-se para o lado, notou o Caboclo d'Água agarrado à beirada, tentando virar o barco. Então o pescador, lembrando-se de que trazia fumo em sua sacola, atirou-o às águas, e o Caboclo d'Água saiu dando cambalhotas, mergulhando rio-abaixo.

Negro D'água

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 Diz a lenda que o Negro d'Água ou Nego d'Água habita diversos rios, tais como o Rio Tocantins, o Rio Grande e o Rio São Francisco, onde possui um monumento do escultor juazeirense Ledo Ivo Gomes de Oliveira, obra com mais de doze metros de altura e que foi construída dentro do leito do rio, em sua homenagem, na cidade de Juazeiro, BahiaSegundo a lenda, o Negro d'Água costuma aparecer para pescadores e outras pessoas junto aos rios. Manifestando-se com suas gargalhadas, negro, careca e com mãos e pés de pato, ele derruba a canoa dos pescadores, se eles se recusarem a lhe dar um peixe. Em alguns locais do Brasil ainda existem pescadores que, ao sair para pescar, levam uma garrafa de cachaça e a atiram para dentro do rio, para que não tenham sua embarcação virada. Essa história é bastante comum entre pessoas ribeirinhas, principalmente na Região Centro-Oeste do país, muito difundida entre os pescadores, dos quais muitos dizem já tê-lo visto. Não há evidências de como surgiu esta lenda, o que se sabe é que o Negro d'Água só habita os rios e raramente sai dele. Sua função seria amedrontar as pessoas que por ali passam, partindo anzóis de pesca, furando redes, dando sustos em pessoas nos barcos, etc. Suas características são muito peculiares: ele seria a fusão de homem negro alto e forte com um anfíbio. Apresenta nadadeiras e corpo coberto de escamas mistas com a pele.

Nereidas

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 As nereidas ou nereides eram as cinquenta filhas (ou cem, segundo outros relatos) de Nereu e de Dóris. Nereu compartilhava com elas as águas do mar Egeu. Nereu, um deus marinho mais antigo que Netuno, filho de Ponto, era descrito como um velho pacato, justo, benévolo e sábio que representava a calma e serenidade do mar. Já Dóris era filha de Oceano e de Tétis, sendo uma das três mil oceânides. As nereidas eram veneradas como ninfas do mar, gentis e generosas, sempre prontas a ajudar os marinheiros em perigo. Por sua beleza, as Nereidas também costumavam dominar os corações dos homens. São representadas com longos cabelos, entrelaçados com pérolas. Caminham sobre golfinhos ou cavalos-marinhos. Trazem à mão ora um tridente, ora uma coroa, ora um galho de coral. Algumas vezes representam-nas metade mulheres, metade peixes. O único relato onde elas prejudicam os mortais consta do mito de Andrômeda. Segundo o mito, elas exigiram o sacrifício de Andrômeda como punição pelo fato de Cassiopeia, mãe da jovem, ter alegado ser mais bela do que as Nereidas.

Teju Jagua

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 Teju Jagua é o deus das cavernas, grutas e lagos na mitologia guarani. Ele tem um grande corpo de lagarto e sete cabeças de cachorro. Arrasta-se como um lagarto e come frutas e mel. No alto de sua cabeça, encontra-se incrustada uma pedra preciosa, o carbúnculo. Vive no cerro do Jarau em meio a um imenso tesouro.

Vitória-régia

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 A lenda da vitória-régia é uma lenda brasileira de origem indígena tupi-guaraniHá muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento. Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, perambulava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito. Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem da deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilhavam no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.

Boto Cor-de-Rosa

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 A lenda do boto é uma lenda da Região Norte do Brasil, geralmente contada para justificar uma gravidez de mulher solteira. Diz-se que, durante as festas juninas, o boto rosado aparece transformado em um rapaz elegantemente vestido de branco e sempre com um chapéu para cobrir a grande narina que não desaparece do topo de sua cabeça com a transformação. Esse rapaz seduz as moças desacompanhadas, levando-as para o fundo do rio e, em alguns casos engravidando-as. Por essa razão, quando um rapaz desconhecido aparece em uma festa usando chapéu, pede-se que ele o tire para garantir que não seja um boto. Daí deriva o costume de dizer, quando uma mulher tem um filho de pai desconhecido, que ele é "filho do boto".

Mama Cocha

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 Mama Cocha é a deusa inca de todas as águas. Ela representa o mar e suas marés, está relacionada com os lagosrios e fontes de água, e se considera que seus filhos eram os mananciais. Comumente fazia-se um culto para acalmar as águas bravas e para obter boa pesca. A esposa do deus supremo Viracocha, Mama Cocha também era a deusa que representava tudo o que era feminino e, do mesmo modo, dava equilíbrio ao mundo conhecido. Era uma das Quatro Mães elementares; as outras três eram a Pacha Mama, Mama Nina e Mama Waira. Conta uma antiga lenda inca que Mama Cocha era filha do Sol e da Lua. Também era irmã de "Inca" (o Filho do Sol) e fisicamente era descrita como uma jovem pálida e formosa, enviada desde o céu com seu irmão para ensinar as pessoas a viver e a trabalhar em paz e em amor. As pessoas, ao conhecê-la, reconheceram-na como sua mãe protetora e sua guia e a de Inca fizeram casas e caminhos, templos e fortalezas. Assim lavraram a terra, que ao pouco tempo deu seus frutos.

Clímene

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 Clímene, na mitologia grega, foi uma das oceânides, as filhas de Oceano e Tétis. Segundo Higino, do Éter e da Gaia, nasceram, dentre outros, os titãs, inclusive Jápeto, Oceano e Tétis. Oceano e Tétis tiveram como filhas as oceânides, inclusive Clímene, e os rios. Clímene se casou o titã Jápeto, e eles foram os pais de Atlas, Epimeteu e Prometeu. Atlas teve várias filhas, dentre as quais as sete plêiades, e Epimeteu e Prometeu foram os pais, respectivamente, de Pirra e Deucalião, o casal sobrevivente do Dilúvio.

Calipso

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 Calipso, na mitologia grega, era uma ninfa do mar. Segundo Hesíodo seria uma das Oceânides filhas dos titãs Oceano e de Tétis, e vivia em uma gruta, na encosta de uma montanha na ilha de Ogígia. Mais frequentemente, seria filha de Atlas com uma deusa qualquer, e, segundo Pseudo-Apolodoro, seria uma das Nereidas, filha de Nereu e Dóris. A entrada da sua morada era cercada por um bosque sagrado, onde havia uma fonte, também sagrada. Os seus filhos mais importantes, e geralmente sendo apontados como filhos de Odisseu, eram Nausítoo e Nausínoo e Latino.

Dione

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 Dione, na mitologia grega, é a deusa das ninfas. Ela foi amada por Zeus, de quem, em algumas versões, teve Afrodite, a deusa do amor, da beleza e da sexualidade. Hesíodo dá como seus pais Oceano e Tétis, o que a integraria às oceânides; quando essa versão é aplicada, Afrodite é que passa a ser filha de Tálassa com Urano.

Melusina

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 Melusina (o nome lembra a Musa das Winx lkljkjk)  é uma personagem da lenda e folclore europeus, um espírito feminino das águas doces em rios e fontes sagradas. Ela é geralmente representada como uma mulher que é uma serpente ou peixe (ao estilo das sereias), da cintura para baixo. Algumas vezes, é também representada com asas, duas caudas ou ambos, e, por vezes, mencionada como sendo uma nixie. Melusina é um dos espíritos das águas pré-cristãos que às vezes são responsabilizados pela troca de crianças. A "Dama do Lago" que sumiu com o bebê Lancelot e o criou, era desta espécie perigosa de ninfa das águas.

Electra

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 Electra, na mitologia grega, era filha de Agamemnon e Clitemnestra, irmã de Orestes, Crisotemi e Ifigênia. Amargurada e impulsiva, Electra, levada mais pela fúria do que pela maldade, induziu seu irmão Orestes a assassinar sua mãe, vingando a morte de seu pai, arquitetada por Clitemnestra. Esse seria um ato do qual ambos se arrependeriam, pois, antes de sua morte, a rainha havia dito que amava os filhos, e que tratava-a mal para que Egisto, seu amante e também inimigo e assassino de Agamemnon, não desconfiasse de seus sentimentos pela filha, e, assim, não fizesse mal a esta. A princesa não se deixando levar pela compaixão, a mata sangrentamente. Mais tarde, Electra desposa Pílades, amigo de Orestes e seu primo, o filho primogênito do rei Estrófio.

Eurínome

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 Eurínome, na mitologia grega, era uma oceânide, filha de Oceano e Tétis. Eurínome e Zeus são os pais das Cárites: Aglaia, Tália e Eufrosina. Alguns autores (não mencionados) colocam Asopo como filho de Eurínome e Zeus. Foi protótipo da Deusa mãe criadora e a mais importante divindade dos pelasgos, o povo que ocupou a região da Grécia em tempos pré-históricos antes da invasão jônica e dórica. Na Suméria ela era conhecida como Iahu Anat, que significa "pomba sublime". Eurínome tinha um templo em Arcádia de difícil acesso que era aberto apenas uma vez por ano. Se peregrinos penetrassem no santuário, iriam encontrar a imagem da Deusa como uma mulher com um rabo de serpente, presa com correntes de ouro. Nesta forma, Eurínome do Mar era considerada a mãe de todos os prazeres. Por ser a Deusa do Universo, é dito que dificilmente Eurínome concede um pedido específico, porém quando o faz, suas bençãos são eternas e acompanham a venturosa pessoa por todas as encarnações. A lenda é um dos mais antigos mito da Criação existente desde a invenção da escrita. Eurínome é a Mãe Primordial dos Deuses e a Criadora do Universo, que governou o Olimpo antes da chegada do patriarcado e do reinado dos deuses masculinos.

Estige

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 Estige, na mitologia grega, é uma ninfa e também um rio infernal de Hades dedicado a ela. Era filha de Tétis. Ajudou Zeus na guerra Titanomaquia contra os titãs e foi recompensada com uma fonte de águas mágicas que desaguavam no TártaroEstige também é o nome do rio da invulnerabilidade, um dos rios do Tártaro. Segundo uma versão da lenda de Dioniso, uma promessa feito a partir pelo Estige é o voto mais sagrado que pode ser feito. Nem mesmo os deuses podem quebrar uma promessa pelo Estige. Segundo a lenda, a mortal Sêmele, mãe de Dionísio, uma amante de Zeus, foi enganada por Hera, que querendo vingar-se da amante do marido se metamorfoseou em sua serva. Hera convenceu Semele a pedir a Zeus uma prova de amor: primeiro Semele fez Zeus fazer uma promessa pelo Estige sem saber do que se tratava; depois Semele disse que queria ver a forma verdadeira de Zeus. Tendo já feito a promessa, Zeus não pôde voltar atrás e mostrou sua verdadeira forma a Semele, que morreu nessa metamorfose. O fato de nem mesmo Zeus ter ousado quebrar a promessa, demonstra a importância do voto. O Estige aparece em várias histórias. Numa das mais comuns, Tétis tentou tornar o seu filho Aquiles invulnerável mergulhando-o nas águas desse rio. Porém, ao mergulhá-lo, suspendeu-o pelo calcanhar (o calcanhar de Aquiles), ficando esta parte vulnerável, o que acabou sendo o motivo de sua morte durante a Guerra de Troia.

Filira

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 Filira, na mitologia grega, era uma oceânide, filha de Oceano e Tétis. Ela se casou com Náuplio, com quem teve vários filhos. Ela também foi mãe do centauro Quíron, com Cronos. Quando Quíron nasceu, ela ficou tão triste com sua aparência que o abandonou. Ela é a deusa do perfume, escrita, cura, beleza e papel. Ela ensinou a humanidade a fazer papel.

Leuce

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 Leuce, na mitologia Grega, era o nome de uma das oceânides, e também como chamavam a atual ilha ucraniana de Fidonisi (Ilha das Serpentes). Leuce foi violada por Hades, deus dos mortos. Após sua morte natural o deus, para eternizá-la, transformou-a no álamo branco que crescia nos Campos Elísios. Outras versões dizem que Perséfone, a esposa de Hades e deusa do submundo, teria sido a responsável pela transformação. O álamo, de fato, é dedicado a Core, de modo que foi desta árvore que Hércules confeccionou a coroa com que cingiu sua cabeça, ao voltar de seu périplo no mundo dos mortos.

Métis

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 Métis, na mitologia grega, é a deusa da saúde, proteção, astúcia, prudência e virtudes. Filha de Tétis e Oceano Foi a primeira esposa de Zeus, a quem forneceu a bebida que fez Cronos regurgitar todos os filhos que havia anteriormente engolido, sendo consagrada com a alcunha de A mais célebre das Oceânides. Foi pela inteligência astuciosa de Métis que Zeus pôde conquistar o poder, donde o significado de seu nome como a capacidade de prever todos os acontecimentos. Métis tem o poder de se metamorfosear, podendo assumir qualquer forma que desejar, assim como Tétis e outras divindades marinhas. Com esta habilidade, a deusa tenta escapar de Zeus, mas acaba por engravidar deste. Quando esteve grávida, de Zeus, Gaia profetizou que Métis teria dois filhos: a primeira, de nome Tritogenia, seria igual a Zeus em força e sabedoria, mas o segundo tornar-se-ia o novo rei dos homens e dos deuses. Zeus, temendo que isso viesse a se concretizar, engoliu a deusa viva, tendo depois como fruto dessa relação Atena saída já adulta e armada para a guerra de sua cabeça; o "parto" de Atena foi feito por Prometeu e Hefesto, que abriu a cabeça de Zeus com um machado.

 Bom Espécies, estamos chegando na parte 4 deste AM sobre seres aquáticos da mitologia. Muito obrigado por aguentar todos os parágrafos e fiquem de olho na parte!

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