Hora do Cappuccino #12


Fogo e Gelo

Eu posso ser seu mártir se quiser,
Posso sofrer o tempo que quiser,
Mas, uma hora você também será rasgado como papel,
E todos o verão sangrar, deitado de cara para o céu.

Você achou que eu era um cara frágil e burro,
E que minhas cicatrizes não me lembrariam daquele murro.
Mas o seu “amor” doeu como o arrancar de uma asa,
E toda a noite eu sentia você tocando-me com ferro em brasa.

Eu tentei esquecer todas as vezes que você me derrubou,
Mas eu também esqueci pra quem eu vendi o meu perdão.
Sempre quis saber o porquê de, entre todas as coisas,
Meu coração foi a primeira coisa que você roubou,
Eu sabia que você era psicótico, então lhe dei o mais estragado dos meus órgãos.

Você jogou fora cada pedaço de sanidade que eu tinha,
Arrancou minha cabeça e colou na sua parede como um pôster.
Eu sou a única coisa que eu posso dizer que é minha,
Meu próprio e único anjo que guarda e protege o meu ser.

Eu escalei meus próprios muros sozinho,
Consegui limpar todos os rastros de sangue e dor.
Eu tentava falar para eles que eu precisava sair do ninho,
E tudo o que fizeram foram dar-me pessimismo ao invés de amor.


Até que você chegou e me fez sentir como se ainda tivesse medo,
O medo fez com que você fosse o fogo e eu o gelo.

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