Arquivo Mitologia #2: Ghoul



Resultado de imagem para ghoul criatura O ghoul é um monstro folclórico associado com cemitérios e que consome carne humana, comumente classificado como morto-vivo. Na mitologia árabe, sua origem, é um monstro canibal que habita debaixo da terra e outros lugares desabitados. O nome de origem da criatura é الغول (ghūl), significando demônio. O ghoul é uma espécie de gênio diabólico árabe que muda de forma. Geralmente é traduzido para o português brasileiro como carniçal.  Resumindo para forma coloquial brasileira seria algo para zumbi. Da língua árabe, o termo الغول, "al-ghūl", significa "o ghoul" e seu nome feminino é "ghouleh", enquanto o plural é "ghilan". Ghoul então é o nome de um demônio habitante de desertos que assalta túmulos, bebe sangue, rouba moedas, come cadáveres e que assume a forma de sua última presa. A literatura popular mais antiga que faz referência ao ghoul é As Mil e Uma Noites.  Na mitologia iraniana, ghouls são bestas parecidas com os humanos, apenas maiores e mais ameaçadoras, mas não necessariamente más. Muitos falantes da língua farsi se referem a ghuls como sendo pessoas altas (não sendo necessariamente um insulto). Podem ser comparados a um Wendigo. Existe o mito da criatura chamada de Papa-figo, "figo" no sentido de fígado. Um homem velho que perambula pelos cemitérios à noite, violando túmulos para se alimentar dos fígados dos cadáveres.
Resultado de imagem para ghoul criatura Em As Crônicas de Nárnia, de C.S.Lewis, feios e perigosos ghouls estão na Mesa de Pedra com a Feiticeira Branca na morte de Aslam.  No filme de 2005, os ghouls são orcs pequenos e pálidos que carregam lanças.
 Em Harry Potter, ghouls são criaturas inofensivas que vivem em casas de bruxos, fazendo barulho e ocasionalmente grunhindo. O contexto sugere que, no universo de Harry Potter, ghouls estão mais próximos de animais do que de seres humanos. Na versão brasileira, ghouls são chamados "vampiros".
 No livro Os ritos do Dragão de Greg Stolze, Drácula refere se a si como ghoul, pois é assim que os muçulmanos chamam as criaturas como ele.
 O Poeta Lord Byron referiu-os no poema “The Giaour” #1813#: “…Go - and with Gouls and Afrits rave; / Till these in horror shrink away…”
 Há referência a esta criatura mitológica na clássica obra da literatura árabe, "As Mil e Uma Noites", da qual se retira a seguinte passagem: "Não ignorais que as goules de um e de outro sexo são demônios errantes. Vivem geralmente nas ruínas, de onde se lançam de repente sobre os transeuntes, a quem matam e cuja carne devoram. Quando estes faltam, vão de noite aos cemitérios para alimentar-se da carne dos mortos" [GALLAND, Antoine. As Mil e Uma Noites. Trad. Alberto Diniz. v. 2, Ediouro, 2002, p. 377].
 Nos contos de H. P. Lovecraft se tem uma ótima retratação desses seres, tem feições caninas, pele escamosa e pelos em algumas partes do corpo, costumam andar em grupos organizados e não são seres totalmente maus, já que podem fazer amizade com humanos e até ajuda-los. Geralmente os humanos que tem amizade com eles costumam se transformar em Ghouls naturalmente.
 Na novela de Bram Stoker Drácula, o personagem Reinfield, que foi hipnotizado pelo vampiro para ser seu servo é muitas vezes descrito como tendo características de um ghoul.
 Os Morlocks são espécies mitológicas de ghouls canibais presentes em vários contos de RPG.

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